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Analise de Materialidade: O Novo Olhar Financeiro no ESG

  • Foto do escritor: Gamarano Planejados
    Gamarano Planejados
  • 10 de jan. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 14 de jan. de 2025



O início de cada ano marca o início de um processo estratégico essencial para muitas empresas: a atualização de seus estudos de materialidade. Essa prática, amplamente adotada com base nas diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI), tem ajudado organizações a identificar e priorizar os temas ambientais, sociais e de governança (ESG) mais relevantes para seus negócios e stakeholders.


A partir de 2027, no entanto, essa prática evoluirá para incluir um componente ainda mais robusto: a materialidade financeira. Essa mudança é impulsionada por padrões internacionais como os IFRS S1 e S2, estabelecidos pelo International Sustainability Standards Board (ISSB), e pela adoção no Brasil da Resolução CVM nº 193. Essa resolução exige que empresas de capital aberto apresentem uma análise integrada que aborde tanto os impactos da empresa na sociedade e no meio ambiente quanto os riscos e oportunidades que esses fatores representam para o desempenho financeiro do negócio.


Até agora, a maioria das empresas utilizou a metodologia da GRI para estruturar seus relatórios de sustentabilidade. Esse processo envolve a materialidade de impacto, que busca compreender como as operações da empresa afetam seus stakeholders e o meio ambiente.  Esse enfoque proporciona um entendimento valioso sobre o papel da empresa no contexto social e ambiental. Contudo, as novas regulamentações exigem um olhar mais amplo e estratégico.


A partir de 2027, as empresas precisarão complementar a abordagem tradicional de impacto com uma análise sob o prisma financeiro. Essa nova dimensão, conhecida como materialidade financeira, avalia como fatores ESG afetam diretamente os resultados financeiros e a resiliência da empresa.


Exemplos de questões que serão abordadas:


  • Riscos Climáticos: Como eventos climáticos extremos podem afetar ativos, operações e cadeias de suprimentos.

  • Mudanças Regulatórias: O impacto financeiro de novas regulamentações ambientais ou sociais.

  • Preferências de Investidores: Como a posição da empresa em índices ESG influencia sua capacidade de captar recursos e atrair investimentos.


Essa abordagem exige que as empresas demonstrem, com dados e análises, como riscos e oportunidades ESG impactam seus lucros, custos operacionais, receitas e valor de mercado.


Apesar dos desafios, a integração da dupla materialidade oferece oportunidades significativas para as empresas que liderarem esse movimento. Ao demonstrar como os fatores ESG influenciam seu desempenho financeiro, as organizações podem:


  • Aumentar a Confiança dos Investidores: Relatórios claros e detalhados ajudam a atrair capital de longo prazo.

  • Melhorar a Resiliência do Negócio: A análise financeira permite identificar riscos e oportunidades com antecedência.

  • Fortalecer a Reputação: Empresas que integram ESG à sua estratégia são vistas como inovadoras e comprometidas com a sustentabilidade.


A inclusão da materialidade financeira nos estudos ESG representa uma evolução estratégica para as empresas. Mais do que uma obrigação regulatória, é uma oportunidade para alinhar sustentabilidade e desempenho financeiro, fortalecendo a competitividade e a resiliência no longo prazo.


Empresas que se anteciparem a essas mudanças estarão mais bem posicionadas para liderar o mercado e criar valor tanto para seus stakeholders quanto para a sociedade como um todo.


Se sua organização ainda não começou a se preparar para essa nova era da materialidade, o início do ano é o momento ideal para agir.


 
 

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